"All the way is death "
Who owns my heart..
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A minha boca tem gosto de terra molhada. Os meus olhos já não veem o tangível, todas as coisas possíveis foram sobrepostas pela lucidez das coisas que não posso alcançar. Uma dor profunda, um relógio histérico que segundo após segundo avisa a mim mesmo o tempo que me resta. Há semelhanças incríveis entre o que sou e o que eu não fui, a maior delas é o fato de que ambos não existirão além desta noite. Meus olhos se apagarão primeiro que as lâmpadas, minha voz será silenciada antes que o último grilo emita seu som; não verei mais as flores devastadas pela chuva nem contemplarei o semblante sofrido das incansáveis formigas. A carcaça de minha existência sucumbirá essa noite. Quem chorará pelos poemas mal escritos? Quem relembrará entre amarguras e gemidos, as músicas que minha voz estridente entoou? Quem? Quem sofrerá mais que o solo que está destinado à maldição de me abrigar pela eternidade? Os banheiros imundos não sabem quem eu sou. As placas pichadas que dormem ao relento não se sentirão culpadas pela sordidez de meus atos. Agora, pouco importa o que acontecerá. O que foi feito não pode ser apagado. O que foi dito não sente mais necessidade de ser escrito. Tudo que amei, amei de verdade. A grande mentira foi acreditar que o amor também habita os mortos.
Ítalo Jardim  (via desaguarte)
Esperar o brigadeiro esfriar é uma tortura.
O mal do século é ansiedade, depressão, déficit de atenção e falta de amor próprio.
Entravar (via entravar)
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